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Mudanças no clima do Brasil até 2100


O clima no Brasil nas próximas décadas deverá ser mais quente – com aumento gradativo e variável da temperatura média em todas as regiões do país entre 1 ºC e 6 ºC até 2100, em comparação à registrada no fim do século 20.
No mesmo período, também deverá diminuir significativamente a ocorrência de chuvas em grande parte das regiões central, Norte e Nordeste do país. Nas regiões Sul e Sudeste, por outro lado, haverá um aumento do número de precipitações.
As conclusões são do primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1) do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), cujo sumário executivo foi divulgado nesta segunda-feira (09/08), durante a 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais (Conclima). Organizado pela FAPESP e promovido com a Rede Brasileira de Pesquisa e Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC), oevento ocorre até a próxima sexta-feira (13/09), no Espaço Apas, em São Paulo.
De acordo com o relatório, tendo em vista que as mudanças climáticas e os impactos sobre as populações e os setores econômicos nos próximos anos não serão idênticos em todo o país, o Brasil precisa levar em conta as diferenças regionais no desenvolvimento de ações de adaptação e mitigação e de políticas agrícolas, de geração de energia e de abastecimento hídrico para essas diferentes regiões.
Dividido em três partes, o Relatório 1 – em fase final de elaboração – apresenta projeções regionalizadas das mudanças climáticas que deverão ocorrer nos seis diferentes biomas do Brasil até 2100, e indica quais são seus impactos estimados e as possíveis formas de mitigá-los.
As projeções foram feitas com base em revisões de estudos realizados entre 2007 e início de 2013 por 345 pesquisadores de diversas áreas, integrantes do PBMC, e em resultados científicos de modelagem climática global e regional.
“O Relatório está sendo preparado nos mesmos moldes dos relatórios publicados pelo Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas [IPCC, na sigla em inglês], que não realiza pesquisa, mas avalia os estudos já publicados”, disse José Marengo, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e coordenador do encontro.
“Depois de muito trabalho e interação, chegamos aos resultados principais dos três grupos de trabalho [Bases científicas das mudanças climáticas; Impactos, vulnerabilidades e adaptação; e Mitigação das mudanças climáticas]”, ressaltou.
Principais conclusões
Uma das conclusões do relatório é de que os eventos extremos de secas e estiagens prolongadas, principalmente nos biomas da Amazônia, Cerrado e Caatinga, devem aumentar e essas mudanças devem se acentuar a partir da metade e no fim do século 21.
A temperatura na Amazônia deverá aumentar progressivamente de 1 ºC a 1,5 ºC até 2040 – com diminuição de 25% a 30% no volume de chuvas –, entre 3 ºC e 3,5 ºC no período de 2041 a 2070 – com redução de 40% a 45% na ocorrência de chuvas –, e entre 5 ºC a 6 ºC entre 2071 a 2100.
Enquanto as modificações do clima associadas às mudanças globais podem comprometer o bioma em longo prazo, a questão atual do desmatamento decorrente das intensas atividades de uso da terra representa uma ameaça mais imediata para a Amazônia, ponderam os autores do relatório.
Os pesquisadores ressaltam que estudos observacionais e de modelagem numérica sugerem que, caso o desmatamento alcance 40% na região no futuro, haverá uma mudança drástica no padrão do ciclo hidrológico, com redução de 40% na chuva durante os meses de julho a novembro – o que prolongaria a duração da estação seca e provocaria o aquecimento superficial do bioma em até 4 ºC.
Dessa forma, as mudanças regionais decorrentes do efeito do desmatamento se somariam às provenientes das mudanças globais e constituíram condições propícias para a savanização da Amazônia – problema que tende a ser mais crítico na região oriental, ressaltam os pesquisadores.
“As projeções permitirão analisar melhor esse problema de savanização da Amazônia, que, na verdade, percebemos que poderá ocorrer em determinados pontos da floresta, e não no bioma como um todo, conforme previam alguns estudos”, destacou Tércio Ambrizzi, um dos autores coordenadores do sumário executivo do grupo de trabalho sobre a base científica das mudanças climáticas.
A temperatura da Caatinga também deverá aumentar entre 0,5 ºC e 1 ºC e as chuvas no bioma diminuirão entre 10% e 20% até 2040. Entre 2041 e 2070 o clima da região deverá ficar de 1,5 ºC a 2,5 ºC mais quente e o padrão de chuva diminuir entre 25% e 35%. Até o final do século, a temperatura do bioma deverá aumentar progressivamente entre 3,5 ºC e 4,5 ºC  e a ocorrência de chuva diminuir entre 40% e 50%. Tais mudanças podem desencadear o processo de desertificação do bioma.   
Por sua vez, a temperatura no Cerrado deverá aumentar entre 5 ºC e 5,5 ºC e as chuvas diminuirão entre 35% e 45% no bioma até 2100. No Pantanal, o aquecimento da temperatura deverá ser de 3,5ºC a 4,5ºC até o final do século, com diminuição acentuada dos padrões de chuva no bioma – com queda de 35% a 45%.         
Já no caso da Mata Atlântica, como o bioma abrange áreas desde a região Sul do país, passando pelo Sudeste e chegando até o Nordeste, as projeções apontam dois regimes distintos de mudanças climáticas.
Na porção Nordeste deve ocorrer um aumento relativamente baixo na temperatura – entre 0,5 ºC e 1 ºC – e decréscimo nos níveis de precipitação (chuva) em torno de 10% até 2040. Entre 2041 e 2070, o aquecimento do clima da região deverá ser de 2 ºC a 3 ºC, com diminuição pluviométrica entre 20% e 25%. Já para o final do século – entre 2071 e 2100 –, estimam-se condições de aquecimento intenso – com aumento de 3 ºC a 4 ºC na temperatura – e diminuição de 30% a 35% na ocorrência de chuvas.         
Nas porções Sul e Sudeste as projeções indicam aumento relativamente baixo de temperatura entre 0,5 ºC e 1 ºC até 2040, com aumento de 5% a 10% no número de chuva. Entre 2041 e 2070 deverão ser mantidas as tendências de aumento gradual de 1,5 ºC a 2 ºC na temperatura e de 15% a 20% de chuvas.  
Tais tendências devem se acentuar ainda mais no final do século, quando o clima deverá ficar entre 2,5 ºC e 3 ºC mais quente e entre 25% e 30% mais chuvoso.         
Por fim, para o Pampa, as projeções indicam que até 2040 o clima da região será entre 5% e 10% mais chuvoso e até 1 ºC mais quente. Já entre 2041 e 2070, a temperatura do bioma deverá aumentar entre 1 ºC e 1,5 ºC  e haverá uma intensificação das chuvas entre 15% e 20%. As projeções para o clima da região no período entre 2071 e 2100 são mais agravantes, com aumento de temperatura de 2,5 ºC a 3 ºC e ocorrência de chuvas entre 35% e 40% acima do normal.                  
“O que se observa, de forma geral, é que nas regiões Norte e Nordeste do Brasil a tendência é de um aumento de temperatura e de diminuição das chuvas ao longo do século”, resumiu Ambrizzi.       
“Já nas regiões mais ao Sul essa tendência se inverte: há uma tendência tanto de aumento da temperatura – ainda que não intenso – e de precipitação”, comparou. 
Impactos e adaptação
As mudanças nos padrões de precipitação nas diferentes regiões do país, causadas pelas mudanças climáticas, deverão ter impactos diretos na agricultura, na geração e distribuição de energia e nos recursos hídricos das regiões, uma vez que a água deve se tornar mais rara nas regiões Norte e Nordeste e mais abundante no Sul e Sudeste, alertam os pesquisadores.
Por isso, será preciso desenvolver ações de adaptação e mitigação específicas e rever decisões de investimento, como a construção de hidrelétricas nas regiões leste da Amazônia, onde os rios poderão ter redução da vazão da ordem de até 20%, ressalvaram os pesquisadores.
“Essas variações de impactos mostram que qualquer tipo de estratégia planejada para geração de energia no leste da Amazônia está ameaçada, porque há uma série de fragilidades”, disse Eduardo Assad, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
“Dará para contar com água. Mas até quando e onde encontrar água nessas regiões são incógnitas”, disse o pesquisador, que é um dos coordenadores do Grupo de Trabalho 2 do relatório, sobre Impactos, vulnerabilidades e adaptação.
De acordo com Assad, é muito caro realizar ações de adaptação às mudanças climáticas no Brasil em razão das fragilidades que o país apresenta tanto em termos naturais – com grandes variações de paisagens – como socioeconômicas.
“A maior parte da população brasileira – principalmente a que habita as regiões costeiras do país – está vulnerável aos impactos das mudanças climáticas. Resolver isso não será algo muito fácil”, estimou.
Entre os setores econômicos do país, segundo Assad, a agricultura é um dos poucos que vêm se adiantando para se adaptar aos impactos das mudanças climáticas.
“Já estamos trabalhando com condições de adaptação há mais de oito anos. É possível desenvolver cultivares tolerantes a temperaturas elevadas ou à deficiência hídrica [dos solos], disse Assad.
O pesquisador também ressaltou que os grupos populacionais com piores condições de renda, educação e moradia sofrerão mais intensamente os impactos das mudanças climáticas no país. “Teremos que tomar decisões rápidas para evitar que tragédias aconteçam.”
Mitigação
Mercedes Bustamante, professora da Universidade de Brasília (UnB), e uma das coordenadoras do Grupo de Trabalho 3, sobre Mitigação das Mudanças Climáticas, apresentou uma síntese de estudos e pesquisas sobre o tema, identificando lacunas do conhecimento e direcionamentos futuros em um cenário de aquecimento global.
Bustamante apontou que a redução das taxas de desmatamento entre 2005 e 2010 – de 2,03 bilhões de toneladas de CO2 equivalente para 1,25 bilhão de toneladas – já tiveram efeitos positivos na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) decorrentes do uso da terra.
“As emissões decorrentes da geração de energia e da agricultura, no entanto, aumentaram em termos absolutos e relativos, indicando mudanças no perfil das emissões brasileiras”, disse.
Mantidas as políticas atuais, a previsão é de que as emissões decorrentes dos setores de energia e de transportes aumentem 97% até 2030. Será preciso mais eficiência energética, mais inovação tecnológica e políticas de incentivo ao uso de energia renovável para reverter esse quadro.
Na área de transporte, as recomendações vão desde a transformação de um modal – fortemente baseado no transporte rodoviário – e o uso de combustíveis tecnológicos. “É preciso transferir do individual para o coletivo, investindo, por exemplo, em sistemas aquaviários e em veículos elétricos e híbridos”, ressaltou Bustamante.
O novo perfil das emissões de GEE revela uma participação crescente do metano – de origem animal – e do óxido nitroso – relacionado ao uso de fertilizantes. “Apesar desses resultados, a agricultura avançou no desenvolvimento de estratégias de mitigação e adaptação”, ponderou.
Para a indústria, responsável por 4% das emissões de GEE, a lista de recomendações para a mitigação passa pela reciclagem, pela utilização de biomassa renovável, pela cogeração de energia, entre outros.
As estratégias de mitigação das mudanças climáticas exigem, ainda, uma revisão do planejamento urbano de forma a garantir a sustentabilidade também das edificações de forma a controlar, por exemplo, o consumo da madeira e garantir maior eficiência energética na construção civil.
Informação para a sociedade
Os pesquisadores participantes da redação do relatório destacaram que, entre as virtudes do documento, está a de reunir dados de estudos científicos realizados ao longo dos últimos anos no Brasil que estavam dispersos e disponibilizar à sociedade e aos tomadores de decisão informações técnico-científicas críveis capazes de auxiliar no desenvolvimento de estratégias de adaptação e mitigação para os possíveis impactos das mudanças climáticas.  
“Nós, cientistas, temos o desafio de conseguir traduzir a seriedade e a gravidade do momento e as oportunidades que as mudanças climáticas globais encerram para a sociedade. Sabemos que a inação representa a ação menos inteligente que a sociedade pode tomar”, disse Paulo Nobre, coordenador da Rede Clima.
Por sua vez, Celso Lafer, presidente da FAPESP, destacou, na abertura do evento, que a Fundação tem interesse especial nas pesquisas sobre mudanças climáticas, expresso no Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), mantido pela instituição.
“Uma das preocupações básicas da FAPESP é pesquisar e averiguar o impacto das mudanças climáticas globais naquilo que afeta as especificidades do Brasil e do Estado de São Paulo”, afirmou.
Também participaram da abertura do evento Bruno Covas, secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e Paulo Artaxo, membro da coordenação do PFPMCG.
Carlos Nobre ressaltou que o relatório será a principal fonte de informações que orientará o Plano Nacional de Mudanças Climáticas que, no momento, está em revisão.
“É muito importante que os resultados desse estudo orientem os trabalhos em Brasília e em várias partes do Brasil, em um momento crítico de reorientar a política nacional, que tem de ir na direção de tornar a economia, a sociedade e o ambiente mais resilientes às inevitáveis mudanças climáticas que estão por vir”, afirmou.
Segundo ele, o Brasil já sinalizou compromisso com a mitigação, materializado na Política Nacional de Mudanças Climáticas e que prevê redução de 10% e 15% das emissões entre 2010 e 2020, respectivamente, relativamente a 2005.

“São Paulo lançou, em 2009, um programa ambicioso, de redução de 20% das emissões, já que a questão da mudança no uso da terra não é uma questão tão importante no Estado, mas sim o avanço tecnológico na geração de energia e em processos produtivos. O Brasil é o único país em desenvolvimento com metas voluntárias para redução de emissões”.
Ele ressaltou, entretanto, que “a adaptação ficou desassistida". "Não é só mitigar; é preciso também se adaptar às mudanças climáticas. As três redes de pesquisa – Clima, INCT e FAPESP – avançam na adaptação, que é o guia para o desenvolvimento sustentável.”
* Colaboraram Claudia Izique e Noêmia Lopes

Fonte

Por Elton Alisson
Agência FAPESP

GEOGRAFIA SÓCIO-AMBIENTAL OU GEOGRAFIA DO MEIO AMBIENTE?



 Este artigo faz uma análise da geografia ambiental, com o objetivo de analisar a sua relação com o desenvolvimento sustentável. Essa análise também permitirá estabelecer possíveis discussões, com vistas, ao entendimento das ações humanas sobre o espaço geográfico. O viés de discussão deste trabalho está amparado nos aspectos sustentáveis englobando várias dimensões de análise, tais como: a ambiental, a econômica, a social, a cultural, a espacial e a política. E também no entendimento de CAPRA (1982); MORIN (2003) e MENDONÇA (1993). Leia artigocompleto

Fonte:


João Mateus de Amorim
 Professor de Geografia - Escola Agrotécnica Federal de Uberlândia -
mateusamorim@terra.com.br.

O MEIO AMBIENTE: O DISCURSO GEOGRÁFICO RUMO A TRANSDISCIPLINARIDADE



Resumo:

A produção do espaço geográfico sempre se faz através da apropriação 
da natureza que muitas vezes pode gerar um processo de degradação do meio 
ambiente, representando os valores da sociedade que o constrói e o reproduz. O 
olhar sobre os problemas socioambientais não é exclusividade dos campos 
disciplinares. Nesse sentido, esse trabalho pretende contribuir com a discussão 
sobre o meio ambiente, na perspectiva através da transdisciplinaridade.  

Palavras-chave: Geografia, Meio ambiente e Natureza.


Atualmente, a Geografia tem a tarefa de entender o espaço
geográfico, cada vez mais dinâmico com uso de novas tecnologias,
possibilitando a circulação de produtos e o incremento do consumo
num mundo capitalista que entende a natureza como elemento
passível de ser privatizado, portanto transformado em mercadoria.
Em conseqüência disso, possibilita maior distanciamento entre o
tempo do ser humano e o tempo da natureza. Leia o texto completo

Fonte:

 Fialho, Edson Soares. Revista Ponto de Vista. Viçosa – MG. Vol.4 p.37-45



Biogeografia


 Introdução à Biogeografia

MJZ Santos - Boletim de Geografia, 2011 - eduem.uem.b

Biogeografia de Portugal continental

JC Costa, C Aguiar, JH Capelo, M Lousã, C Neto - 1998 - bibliotecadigital.ipb.pt

Meliponini neotropicais: o gênero Partamona Schwarz, 1939 (Hymenoptera, Apidae, Apinae)-bionomia e biogeografia

 Abelhas da Caatinga: biogeografia, ecologia e conservação

FCV Zanella, CF Martins - Ecologia e conservação da Caatinga, 2003 - acaatinga.org.br

Biogeografia, origem e distribuição da domiciliação de triatomíneos no Brasil

OP Forattini - Revista de Saúde Pública, 1980 - SciELO Public Health

Aspectos etnobotânicos e biogeografia de espécies medicinais e/ou rituais comercializadas no mercado de Madureira, RJ

FBS Arjona, RCM Montezuma, IM Silva - Caminhos de Geografia, 2007 - seer.ufu.br


Teoria neutra da biodiversidade e biogeografia: aspectos teóricos, impactos na literatura e perspectivas

FAS Cassemiro, AA Padia - Oecologia Australis, 2009 - oecologiaaustralis.org

Técnicas de sensoriamento remoto aplicadas à biogeografia: metodologia geográfica para espacialização de moluscos terrestres

TM de Carvalho, R Ramirez - Boletim Goiano de Geografia, 2008 - revistas.ufg.br

Florística e fitogeografia da vegetação arbustiva subcaducifólia da Chapada de São José, Buíque, PE, Brasil

APS Gomes, MJN Rodal, AL Melo - Acta Botanica Brasilica, 2006 - agris.fao.org

Vegetação do Portal da Daniela, Florianópolis, SC, Brasil. I. Levantamento florístico e mapafitogeográfico

MLD Souza, DB Falkenberg, LG Amaral… - INSULA Revista de 

Historia de los bosques del sur de Sudamérica, II: Análisis fitogeográfico

C Villagrán, LF Hinojosa - Revista Chilena de Historia Natural, 1997 - xa.yimg.com

Florística e fitogeografia da vegetação decidual da Estação Ecológica de Aiuaba, Ceará, Nordeste do Brasil

JR Lemos, M Meguro - Revista Brasileira de Biociências, 2010 - ufrgs.br

Fitogeo um banco de dados aplicado a fitogeografia

VV Scudeller, FR Martins - Acta Amaz, 2003 - acta.inpa.gov.br

 Contribuição para o conhecimento da taxonomia, ecologia e fitogeografia de Briófitas da Amazônia Oriental

LDP Alvarenga, RCL Lisboa - Acta Amazonica, 2009 - SciELO Brasil

Fitogeografia do Pantanal

A Pott, VJ Pott… - III Congresso Latino …, 2009 - seb-ecologia.org.br




Companhia Pernambucana de Saneamento otimiza gerenciamento da rede hidráulica com uso de tecnologia geográfica


nvestimento total foi de R$ 2 milhões, em projeto desenvolvido com apoio
da Imagem, líder no mercado de Informações Geográficas


Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), empresa vinculada ao Governo do Pernambuco e responsável pelo abastecimento de água e coleta de esgoto em todo o Estado, implantou, com apoio da empresa Imagem (líder no mercado de Sistemas de Informações Geográficas/GIS), um projeto de geotecnologia que lhe permitiu otimizar o gerenciamento da rede hidráulica. O investimento total foi de R$ 2 milhões.

Cenário
A Compesa é responsável pelo abastecimento de água e coleta de esgoto para mais de 8 milhões de habitantes em 185 municípios no Estado do Pernambuco. Em 2009, a entidade deparou-se com a necessidade de ter um banco de cadastros que interligasse informações técnicas, comerciais e de manutenção para que sua operação tivesse uma comunicação unificada para gerar tomadas de decisão mais precisas no menor espaço de tempo possível.

“Anteriormente, os dados do banco de cadastros eram obtidos e analisados de forma isolada, o que não permitia a execução de ações com a eficiência desejada”, afirma Conceição Pontes, gerente de Cadastro Técnico da Compesa.

“Por esse motivo, chegamos ao consenso que era imprescindível a adoção do Sistema de Informações Geográficas para obter uma visualização padronizada das informações por meio de mapas temáticos, os quais permitiriam melhorias em nosso sistema de gestão pública e, consequentemente, a prestação de serviços aos cidadãos”, complementa.

Solução
Após vencer um processo de licitação comandado pela Compesa, o consórcio Procenge-Imagem foi contratado como fornecedor dos serviços de geotecnologia, tendo como responsabilidades o licenciamento, implantação e suporte dos softwares da Esri (empresa norte americana líder mundial no mercado de GIS e representada no Brasil com exclusividade pela Imagem) e a consolidação das bases de dados geográficos, além do treinamento dos profissionais da Compesa para lhes transferir conhecimentos técnicos sobre a tecnologia GIS.

“O conteúdo geográfico é a base de sustentação para a Compesa controlar a manutenção de redes, a qualidade dos serviços e o monitoramento da sua frota para trabalho em campo”, explica Jor-Ell Assis, gerente de Negócios da Imagem para o setor de Utilities.

Resultados
A utilização da Inteligência Geográfica, implementada em abril de 2010, gerou à Compesa um cadastro técnico com análises mais eficientes e confiáveis, uma vez que os dados estão melhor distribuídos geograficamente e são atualizados de forma sistemática para todos os usuários da Compesa. Consequentemente, é possível obter uma análise em tempo real do status de todos os serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto no Pernambuco.

“Conquistamos maior eficiência para planejamento e execução de serviços, sejam eles para efeito corretivo ou preventivo, e reduzimos o tempo médio para resolução das demandas”, diz Conceição Pontes.

Outros benefícios de destaque gerados pelo projeto foram:

·         Otimização da geração de rotas das redes de água e esgoto;
·         Maior facilidade para identificação das necessidades de atendimento em cada região do Estado (exemplo: áreas desabastecidas ou com risco de desabastecimento em curto prazo);
·         Maior precisão na análise do consumo médio de água nas residências ou empresas a partir do mapeamento integrado e detalhado, além da maior facilidade para identificação de clientes inadimplentes e clientes em potencial para a Compesa;
·         Maior precisão para obter informações e relatórios obrigatórios sobre os hidrômetros (ano de fabricação, tempo de uso, anomalias de leitura, entre outros) utilizados nas residências ou empresas, colaborando para manter as conformidades com as normas regulamentadoras.


Colaboração:
Assessoria de Imprensa da Imagem
Wagner Hiroi :Medialink Comunicação - Assessor de Imprensa


Geografia Política ou Geopolítica?


A Geografia Política clássica tem como precursor o geógrafo alemão Friedrich Ratzel, que lançou as bases científicas e sistematizadoras dessa ciência com a publicação, em 1897, da obra Geografia Política.

Para Ratzel, a força do Estado estava intimamente ligada ao espaço - na sua forma, extensão, relevo, clima e disponibilidade de recursos naturais -, à sua posição - relações sociais estabelecidas entre o Estado e o seu meio circulante no âmbito nacional e internacional - e, por último, ao sentido (ou espírito) do povo, que representava a força desse determinado povo em relação a outro. Essas idéias, entendidas de maneira simplista e distorcida, ficariam conhecidas como "determinismo geográfico". (O determinismo geográfico, no entanto, ocorre quando se dá aos elementos naturais o papel de única causa na definição de aspectos constitutivos das sociedades.)

O pensamento de Ratzel, influenciado por experiências pessoais - nascidas de uma viagem que realizou aos Estados Unidos e de sua participação na Guerra Franco-Prussiana -, bem como por influências intelectuais, oriundas das idéias evolucionistas de Darwin e do positivismo de Comte, refletia sobre a necessidade do "espaço vital", já que o Estado, considerado como um organismo vivo, estava submetido às mesmas leis implacáveis da sobrevivência e da evolução.

Já o termo Geopolítica foi usado, a primeira vez, pelo geógrafo suíço Rudolph Kjéllen, em 1905, num artigo denominado "As grandes potências". Em 1916, ele reafirmaria as bases da Geopolítica em seu livro O Estado como forma de vida, no qual sua preocupação fundamental é a de estudar o Estado enquanto organismo geográfico. Como suas teses eram inspiradas nas idéias de Ratzel, Kjéllen se preocupou em estabelecer as diferenças entre as duas formas de conhecimento.

Essas diferenças estariam baseadas, principalmente, na forma de abordagem. A Geografia Política deveria ser compreendida como um conjunto sistemático de estudos restritos às relações entre o território e o Estado (posição, situação, características das fronteiras, etc.), enquanto que à Geopolítica caberia a formulação de teorias e estratégias políticas voltadas à obtenção de poder sobre determinado território.

Essa distinção é bastante questionada por alguns geógrafos, já que, no fundo, a Geopolítica é tão somente a Geografia Política aplicada pelo Estado em busca de poder sobre certo território.

Geopolítica como ciência aplicada
O almirante norte-americano Alfred Mahan jamais usou em seus escritos o termo "geopolítica", entretanto, em sua obra mais conhecida, A influência do poder marinho sobre a história, em 1890, usava tal conhecimento para aprimorar a compreensão de que a chave para a hegemonia mundial estaria no controle das rotas marinhas, como meio de um país se alçar a potência mundial.
Assim, inspirado nas teses de Ratzel, Mahan acreditava que o fortalecimento dos Estados Unidos dar-se-ia necessariamente com o controle das rotas marinhas; não por acaso os EUA financiaram, no início do século 20, a construção do Canal do Panamá, possibilitando a ligação entre o Oceano Atlântico e o Pacífico.

A teoria do poder marítimo de Mahan foi contestada, em 1904, pelo geógrafo inglês Halford Mackinder, quando esse proferiu uma conferência, na Real Sociedade Geográfica, intitulada "O Pivô Geográfico da História", que anunciava o fim da "Era Colombiana" e a ascensão do poder terrestre.

O mundo passava por intensas transformações socioeconômicas, impulsionadas pelo desenvolvimento dos transportes terrestres (ferrovias) e dos meios de comunicação (telégrafo), criando novas formas de mobilidade espacial. E Mackinder acreditava, diante dessas mudanças, que quem controlasse a Eurásia - um gigante continente de 34 milhões km², que abarcava Europa e Ásia -, controlaria o que ele chamava de "Ilha Mundial". E dentro dessa "Ilha Mundial" haveria um heartland (terra-coração), ou Estado-pivô, que corresponde ao território da Rússia, com cerca de 22 km².

Era justamente pensando nesse Estado-pivô que Mackinder buscava estabelecer um sistema defensivo britânico, que pudesse impedir uma aliança entre Rússia e Alemanha, pois, para o autor, quem controlasse a "Ilha Mundial" controlaria o mundo.

A Geopolítica passaria a ser mais divulgada com os estudos de Karl Haushofer, publicados na Revista de Geopolítica nos anos de 1924 a 1944. Geopolítico do Terceiro Reich (Alemanha nazista), que usou largamente as idéias de Mackinder, adaptadas ao plano alemão, Haushofer entendia a importância de a Alemanha relativizar as diferenças ideológicas com o socialismo soviético, a fim de enfatizar a necessidade de estabelecer uma "aliança natural" que se contrapusesse ao Império Britânico.

De início, as ideias de Haushofer influenciaram Hitler - e ele pode ser considerado o inspirador do pacto de não agressão russo-alemão, assinado em 1939. Dois anos mais tarde, Hitler decidiu romper com seu conselheiro geopolítico e, por conseguinte, invadiu a União Soviética. As consequências dessa invasão, catastróficas para a Alemanha, são mais que conhecidas. Depois da guerra, Haushofer, acusado de colaborador do nazismo, sequer esperou a sentença que seria dada pelo Tribunal de Nuremberg: suicidou-se em sua cela no ano de 1945.

Novas abordagens
Depois da experiência nazista, a Geopolítica ingressou numa fase de crise e passaria a ser conhecida como "ciência maldita". Até praticamente meados da década de 1970, ela viveu uma espécie de ostracismo teórico (confinada aos setores militares). Posteriormente, suas teses passaram a ser renovadas.

Seu ressurgimento ocorreu em 1976, com a publicação da revista Hérodote, coordenada pelo geógrafo francês Yves Lacoste, que, no mesmo ano, lança o livro A Geografia - isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra, no qual a Geopolítica não aparece mais como uma ciência a serviço do Estado, e, sim, como uma proposta de realizar uma geografia crítica e comprometida com a questão social.

A partir de então, a Geopolítica e a Geografia Política passariam a se preocupar com questões relativas ao poder em geral e às suas mais variadas formas de manifestação. Deixando de se preocuparem apenas com o poder estatal em sua escala nacional, essas ciências passaram a multiplicar suas análises, ocupando-se de várias escalas do território (regional, local, no bairro, etc.), analisando o poder exercido e/ou apropriado pelos mais diversos agentes (multinacionais, shopping centers, associações de bairro, sindicatos, traficantes ou milícias nos morros e favelas das grandes cidades, grupos terroristas, etc.).

Ou seja, as duas ciências analisam agora o poder territorializado nas mais diversas escalas e práticas sociais do cotidiano, o que significa compreender ou agir sobre a sociedade organizada num espectro mais amplo das relações de poder e, também, das formas de exercício político desse mesmo poder, que poderíamos chamar de: a) controle, b) domínio, c) luta e d) resistência.

Fonte:

Educação UOL
Ricardo Silva é geógrafo, mestre em Geografia pela Universidade de São Paulo

Geografia e Fenomenologia: Algumas aproximações Geografia Humanista e da Geografia das Representaçõea partir da


Resumo
Ao discutir as aproximações existentes entre Geografia e Fenomenologia, o presente texto
objetiva contribuir com reflexões que relacionam o objetivo e o subjetivo, a partir de uma
análise intersubjetiva embasada numa perspectiva  de um espaço social. Assim, a partir do
entendimento do Espaço, enquanto objeto de estudo da Geografia, apresenta-se uma análise
das contribuições da Geografia Humanista e da Geografia das Representações, que vão além
dos estudos que abarcam apenas a materialidade das relações sociais no espaço.
Palavras-chave:  Geografia, Fenomenologia, Geografia Humanista e Geografia das
Representações.

Leia Mais 

Fonte:


Santos, Clélio. Revista Diálogos n.° 5 – Revista de Estudos Culturais e da Contemporaneidade – UPE/Faceteg – Garanhuns/PE - 2011.
Disponível em: < http://www.orfeuspam.com.br/Periodicos_JL/Dialogos/Dialogos_5/Clelio_Santos.pdf >