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Revista de Geopolítica



Divulgação de pesquisas e reflexões que visem a compreensão do fator geográfico presente na história dos povos e na política dos Estados. Aceitamos a submissão de artigos sobre segurança e defesa, política externa, relações internacionais, ordenamento do território nacional e sul-americano.

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Bulletin - Société Géographique de Liège



C'est sous le titre BSGLg, acronyme du Bulletin de la Société Géographique de Liège, que sont éditées actuellement les publications de la Société Géographique de Liège.
Ce périodique a succédé en 1966, sous une nouvelle numérotation, au Bulletin du Cercle des Géographes liégeois, créé en 1929.

Brazilian Geographical Journal: Geosciences and Humanities research medium




Brazilian Geographical Journal: Geosciences and Humanities research medium – BGJournal is a publication of the Course of Geography at the Faculty of Integrated Sciences of Pontal, located at the Pontal Campus of the Federal University of Uberlândia in the city of Ituiutaba, MG. Brazilian Geographical Journal (Geography Course, Pontal Campus/Ituiutaba City, Federal University of Uberlândia) publishes original scientific works in areas such as Geography, Geology, Hydrology, Limnology, Anthropology, Ecology, History and Paleontology among other related fields. Scientific notes, syntheses, debates, reviews, translations, abstracts of theses and dissertations and theses, replies are accepted.
Brazilian Geographical Journal: Geosciences and Humanities research medium - BGJournal é uma publicação do Curso de Geografia da Faculdade de Ciências Integradas do Pontal, localizado no Campus Pontal da Universidade Federal de Uberlândia, na cidade de Ituiutaba (MG). Brazilian Geographical Journal  recebe contribuições originais nas áreas de Geografia, Geologia, Hidrologia, Limnologia, Antropologia, Ecologia, História e Paleontologia, entre outras áreas afins, além de notas cientificas, sínteses, debates, resenhas, traduções e resumos de teses e dissertações.

Bollettino Della Societá Geografica Italiana



 Bollettino della Società Geografica Italiana» è la più antica rivista italiana di geografia.
Avviato nel 1868 e mai sospeso, il trimestrale ha pubblicato oltre 100.000 pagine.
Su questo sito sono ora disponibili gli indici delle annate a partire dal 1965.
E' possibile scaricare gratuitamente il PDF dei fascicoli.

Boletim Gaúcho de Geografia



 O Boletim Gaúcho de Geografia é a publicação de caráter científico da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Porto Alegre. O BGG publica artigos, notas, resenhas e outros textos inéditos, de interesse geográfico, escritos em português ou espanhol, de acordo com as normas disponíveis em http://seer.ufrgs.br/bgg/about/submissions#authorGuidelines

Boletim Campineiro de Geografia



O Boletim Campineiro de Geografia é uma publicação de caráter científico-cultural vinculada à AGB-Campinas, com o objetivo de proporcionar um espaço de divulgação e debate de trabalhos acadêmicos na área de Geografia (e/ou de outras áreas, desde que estabeleçam diálogo com a Geografia), na forma de artigos, resenhas de livros, traduções, discussões geográficas e entrevistas.
Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.

Ateliê Geográfico




A revista Ateliê Geográfico tem o propósito de pensar geograficamente os lugares do mundo e os tempos dos lugares. É uma publicação quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Geografia do Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da Universidade Federal de Goiás (UFG).
A revista está classificada, de acordo com a atual avaliação da CAPES, como QUALIS B1 (WebQualis).

Anales de Geografía de la Universidad Complutense



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Recoge en sus páginas temas relacionados con el análisis e interpretación del espacio geográfico y del conocimiento de la realidad física, humana y regional de España, con especial atención al espacio urbano y el entorno regional de Madrid.

Anais de Geografia Econômica e Social


Anais de Geografia Econômica e Social é uma revista semestral do Grupo de Pesquisa Formação Sócio-Espacial: Mundo, Brasil, Regiões, constituído a partir da criação em 2005 de uma linha de pesquisa com o mesmo nome, integrante do Programa de Pós Graduação em Geografia da UFSC, área de concentração Desenvolvimento Regional e Urbano. O Grupo, tendo como líderes os Profs. Drs. Armen Mamigonian e José Messias Bastos, é também vinculado ao CNPq. Tem como patronos André Cholley, Ignácio Rangel e Marc Bloc. A política editorial da Revista tem por objetivo divulgar o conhecimento da comunidade científica nacional e internacional, estimulando o intercâmbio entre pesquisadores, docentes, discentes e profissionais que atuam no campo da ciência geografica e áreas afins.

ACTA Geográfica







A Revista ACTA Geográfica oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.


Revista de Geografia

Entender o espaço geográfico sempre como social é reforçar que sua análise só é possível através da dialética espaço-sociedade, tanto no que toca aos estudos que se aproximam do campo das ciências sociais como do campo das ciências da natureza. Revista de Geografia

Aziz Ab'Sáber: problemas da Amazônia brasileira


EM NOME da revista ESTUDOS AVANÇADOS, gostaria de saudar a presença do professor Aziz Ab'Sáber, que acaba de acrescentar mais um tento à sua brilhante carreira de pesquisador publicando, pela Editora da USP, São Paulo, Ensaios, entreveros, um livro fartamente ilustrado, de mais de quinhentas páginas, com vinte e um textos, além de extensa bibliografia complementar, centrados em uma das maiores metrópoles do planeta, a nossa capital paulista. Ao professor Aziz os nossos cumprimentos.
Também gostaria de agradecer a presença do geólogo Gerôncio Rocha, a quem ESTUDOS AVANÇADOS deve o seu mais lúcido ensaio publicado sobre o Aqüífero Guarani, e dos jornalistas Ulisses Cappozoli, Mauro Bellesa e Ana Maria Fiori, que gentilmente aceitaram nosso convite para estarem presentes nesta entrevista.
Nunca é demais dizer que, no Brasil e fora dele, poucas pessoas conhecem tão bem os problemas da Amazônia brasileira como o nosso professor Aziz Ab'Sáber. Suas pesquisas foram fundamentais para o que se convencionou chamar de a Teoria dos Refúgios e Redutos. Segundo essa teoria, durante a última glaciação, a Amazônia ter-se-ia reduzido a pequenas reservas. Seu livro Amazônia: do discurso à práxis, também publicado pela Edusp, acaba de ganhar uma nova edição, pois desperta constantemente um grande interesse entre leigos e especialistas.
A pedido da revista, o nosso entrevistado apresentou inicialmente alguns tópicos que podem nortear as discussões de hoje sobre o tema. (Dario Luis Borelli)

A ordem da grandeza espacial da Amazônia
Aziz Ab'Sáber – Em primeiro lugar, é preciso relembrar que a Amazônia brasileira é um conjunto de paisagens e ecologias da América do Sul setentrional. Possuímos a maior parcela territorial dentro da Amazônia pan-americana.
Em segundo lugar, gostaria de destacar um fato relacionado aos diferentes domínios de natureza no Brasil. Depois de muita bibliografia, muita pesquisa, todo mundo chega à conclusão de que nós temos seis principais domínios de natureza no Brasil. Os geógrafos preferem domínios morfoclimáticos e fitogeográficos, os quais os biólogos chamam apenas de biomas – deveriam chamar de biomas continentais, mesmo porque existem zonobiomas, que são biomas que atravessam áreas muito grandes de um continente a outro e que reaparecem em continentes vizinhos. Então fica estabelecido, diante dos domínios de natureza, biomas continentais e zonobiomas, dos quais a Amazônia é uma parte de notável originalidade e extensão.
O problema de escala para a região amazônica é essencial: são quatro milhões e duzentos mil km2 de área, dezesseis a dezessete vezes o estado de São Paulo, com 95% do espaço total florestado. São florestas tropicais biodiversas de grande extensão, com alguns redutos de vegetação do passado – sobretudo redutos do cerrado, em Monte Alegre (PA), Amapá, miniredutos de cerrado no meio das campestres de Roraima. Na periferia das florestas amazônicas biodiversas ocorrem transições complicadas tanto ao sul quanto ao norte do corpo principal da grande floresta.
Na minha história de pesquisas, foi a região entre o Maranhão oriental, o Maranhão central e sudeste que possibilitou entender as chamadas faixas de transição e de contato. A Amazônia faz contatos muito fortes e transicionais com os cerrados e com os chapadões ocidentais do Maranhão, de modo que mais para o norte há um decréscimo de continuidade florestal. À parte disso, há um aspecto fundamental na Amazônia: todo o conjunto que fica entre a região cisandina (região interna dos Andes), até o golfão Marajoara, apresenta uma só e mesma drenagem, o que indica que a homogeneidade não está unicamente relacionada à presença de grandes extensões de florestas, mas também de uma drenagem que é como se fosse um leque, muito amplo, que fica entre a região cisandina e o começo do estrangulamento por terrenos cristalinos do planalto das Guianas e do planalto brasileiro setentrional, dando a impressão errônea de que é tudo muito homogêneo.

Revista do Instituto Geológico




 La Revista do Instituto Geológico publica artículos científicos o tecnológicos, inéditos y originales, relacionados con las ciencias de la tierra y áreas afines; publica también revisiones, estudios preliminares, resúmenes, comentarios, críticas y réplicas de artículos. Sustituye, en 1980, después de un hiato de 12 años, el antiguo periodico del Instituto Geográfico e Geológico, llamado IGG, publicados desde 1943 hasta 1968. El cambio en el nombre de la revista fue acompañado por otros. La periodicidad pasa de trimestral a semestral. Comienza en este momento un proceso de apertura de los trabajos para la comunidad de ciencias de la tierra y áreas relacionadas, sin afectar a la difusión de la investigación del Instituto y el trabajo sobre el estado de São Paulo, que siempre han integrado sus objetivos. En 1990, las nuevas modificaciones se hicieron en la presentación y estructura de la Revista del Instituto Geológico, el énfasis es la apertura a la comunidad, para fortalecer y ampliar el papel de promotor de la producción científica. Desde 1999, la revista cuenta con un órgano consultivo permanente, compuesto de eminentes científicos de Brasil y el extranjero, especializados en diferentes áreas de las geociencias. Los artículos de la revista desde 2007 hasta 1991 están disponibles en formato PDF en el sitio web del Instituto Geológico (http://www.igeologico.sp.gov.br). El periódico se distribuye a las instituciones de investigación, agencias gubernamentales, universidades y otras entidades, nacionales e internacionales, relacionadas con las geociencias.

AB’SÁBER, AZIZ NACIB. OS DOMÍNIOS DE NATUREZA NO BRASIL: POTENCIALIDADES PAISAGÍSTICAS. SÃO PAULO: ATELIÊ EDITORIAL, 2003.



RESENHA A obra “OS DOMÍNIOS DE NATUREZA: POTENCIALIDADES PAISAGÍSTICAS” escrita pelo professor Aziz Nacib Ab’Sáber é estruturada em nove capítulos, que relatam os domínios e as potencialidades paisagísticas existentes no Brasil analisados através dos aspectos morfoclimáticos, pedológicos, hidrológicos, ecológicos e fitogeográficos. No primeiro capítulo “POTENCIALIDADES PAISAGÍSTICAS BRASILEIRAS” a paisagem é vista como um conjunto de elementos naturais ou artificiais sempre atrelados à herança. Este caráter de herança é estabelecido por processos de atuação antigos e recentes, que remodelam a topografia diante de forças da natureza em uma escala de tempo de milhões a dezenas de milhões de anos. A magnitude espacial do território brasileiro propicia um mosaico bastante completo das principais paisagens e ecologias tropicais. Deste modo, o entendimento dessas potencialidades é constituído a partir dos domínios morfoclimáticos e fitogeográficos compreendidos como um conjunto espacial de certa ordem de grandeza territorial, onde estejam integradas as feições de relevo, tipos de solos, formas de vegetação e condições climático-hidrológicas para formação de complexos fisiográficos e biogeográficos homogêneos e extensivos. Tais complexos podem ser estruturados em arranjos poligonais possuidor de áreascore. Estas áreas possuem domínios de transição e de contato, que podem formar competências com combinações físico-ambientais diferenciadas com expressão regional, além dos enclaves distinguidos por sua própria natureza. Existem seis grandes domínios paisagísticos e macroecológicos no território brasileiro: a) domínio das terras baixas florestadas da Amazônia; b) domínio das depressões interplanálticas semiáridas do Nordeste; c) domínio dos “mares de morros” florestados; d) domínio dos chapadões centrais recobertos de cerrados e penetrados por florestas-galeria; e) domínio dos planaltos de araucárias; f) domínio das pradarias mistas do Rio Grande do Sul. O autor descreve detalhadamente os aspectos morfoclimáticos e fitogeográficos de cada domínio abordando suas principais características e contrastes, que são responsáveis por formar um cenário com combinações distintas em cada domínio. Ao final tece algumas considerações e conclusões em relação à estrutura da paisagem do território brasileiro caracterizado por áreas homogêneas em seu caráter fisiográfico e ecológico, entretanto cada domínio é formado por subconjuntos que criam contrastes na paisagem. Esses padrões diferenciados são estabelecidos pela existência de faixas de contato e transição, que formam espacialmente quadros de exceção constituindo um mosaico paisagístico. Relata também, a substituição dos ecossistemas naturais pela produtividade da agricultura, que se consolidou pela rápida interiorização e destruição das florestas para o avanço do espaço agrário, forma de desenvolvimento econômico implantada na maioria dos países tropicais. A introdução desse modelo econômico ocasionou drásticas mudanças na estrutura dos ecossistemas deflagrados pela devastação da cobertura vegetal natural, exploração de madeira, urbanização e industrialização, que reduziram pequenos espaços a ambientes insalubres para a qualidade de vida. No segundo capítulo ““MARES E MORROS”, CERRADOS E CAATINGAS: GEOMORFOLOGIA COMPARADA”, o autor expõe as semelhanças existentes entre os grandes domínios morfoclimáticos e as principais províncias fitogeográficas da região intertropical do Planalto Brasileiro levando-o a uma observação científica para esclarecer tais coincidências geográficas. Assim, foi possível constatar diferentes tipos de combinações de fatos geomórficos, climáticos, hidrológicos e ecológicos, que representam nesta área três domínios morfoclimáticos sobrepostos por três das principais províncias fitogeográficas: 1. domínio das regiões serranas, de morros mamelonares do Brasil de Sudeste (área de climas tropicais e subtropicais úmidos – zona de mata atlântica sul-oriental); 2. domínio das depressões intermontanas e interplanálticas do Nordeste semiárido (área subequatorial e tropical semiárida – zona das caatingas); 3. domínio dos chapadões tropicais do Brasil Central (área tropical subquente de regime pluviométrico restrito a duas estações – zona dos cerrados e de florestas-galeria). Tais domínios constituem uma estrutura complexa formada por uma área core e faixas de transição e contato, que se interpenetram, se diferenciam ou se misturam criando áreas de exceção. O autor descreve cada um dos três domínios morfoclimáticos fazendo uma análise dos aspectos físicos que os caracterizam, demonstrando como pequenos quadros morfoclimáticos, geopedológicos e hidrológicos podem modificar condições ecológicas formando redutos de floresta.             No terceiro capítulo “NOS VASTOS ESPAÇOS DOS CERRADOS” Ab’Saber aborda os cerrados como conjuntos de arboretas de mesma composição que os cerradões, sendo diferenciados pela exposição do solo que é seu principal suporte ecológico. Ressalta que devido à localização geográfica (longitudinal) e o grau de interiorização das matas atlânticas impossibilitaram a dispersão do domínio dos cerrados. Observa ainda a composição florística no núcleo dos cerrados, constituída por tipos de cerrados e cerradões, e destaca que este padrão é muito diferente das savanas existentes no território africano possuidoras de um arranjo gradativo de diferentes tipos de savana. Este fato não é encontrado nos cerrados brasileiros devido ao seu caráter repetitivo, formado por ecossistemas de cerrados, cerradões e campestres, e relativa homogeneidade paisagística. Neste contexto analisa também as condições geoecológicas e paleoclimáticas recentes do Planalto Central, observando provas sedimentares a partir de formações superficiais como, por exemplo, a presença de paleo-inselbergs, atualmente representados por relevos residuais.              No quarto tópico do livro “DOMÍNIO TROPICAL ATLÂNTICO”, avalia a magnitude das matas atlânticas como o segundo grande complexo de florestas tropicais biodiversas brasileiras, onde abrangiam aproximadamente um milhão de quilômetros quadrados. As florestas atlânticas possuem uma estruturação espacial azonal de caráter longitudinal nor-nordeste e sul-sudoeste, estendendo-se do sudeste do Rio Grande do Norte ao sudeste de Santa Catarina. A partir desta ressalva distingue-se a existência de subáreas topográficas diferenciadas dentro do domínio tropical atlântico. Estas subáreas podem ser observadas pelos tabuleiros da Zona da Mata nordestina, as escarpas tropicais das Serras do Mar e Mantiqueira, e os “mares de morros”, além dos quadros de exceção verificados fora do espaço principal das matas atlânticas. Após estas colocações descreve cada uma destas subáreas exemplificando através do conjunto de aspectos morfoclimáticos e fitogeográficos a distribuição das florestas de mata atlânticas, bem como analisa a faixa leste-oeste diferenciando os padrões de transição e contato ecossistêmicos. Observando os contrastes topográficos e geológicos existentes entre a Amazônia Brasileira e o Tropical Atlântico atesta que o primeiro é caracterizado pela predominância de terras baixas recobertas por florestas biodiversas, em um eixo leste-oeste ao longo do Equador; já o tropical atlântico possui uma topografia complexa, um recorte norte-sul e grande biodiversidade o que reflete neste domínio diferentes combinações de fatores.             No quinto capítulo “AMAZÔNIA BRASILEIRA: UM MACRODOMÍNIO”, Ab’Saber enfatiza a Amazônia como um macrodomínio destacando sua alta biodiversidade biológica, a exuberância de suas florestas, sua rede hidrográfica e suas as pequenas variações ecossistêmicas. Estes fatores estão diretamente ligados a sua posição geográfica, que possibilita elevadas taxas de luminosidade (entrada de energia) em associação as permanentes massas de ar úmido condicionam altos índices de precipitação anual entre 1 600 a 3 000 mm, em uma área espacial de aproximadamente 4,2 milhões de quilômetros quadrados. É um domínio caracterizado por feições hidrológicas que constituem labirintos hidrográficos. Destaca ser a bacia amazônica dependente do regime pluviométrico, analisando as variações nos índices de precipitação de acordo com a localização geográfica, a navegabilidade dos rios, o conflito entre águas doces e salinas, as diferentes cores das águas dos rios e a importância dos igarapés para a ocupação indígena da Amazônia. Ao final o autor faz uma reflexão sobre o processo de ocupação da região, as interferências geradas neste complexo paisagístico e discute a necessidade de diagnósticos para a verificação das mudanças na diversidade fisiográfica e ecológica.             No sexto capítulo “CAATINGA: O DOMÍNIO DOS SERTÕES SECOS”, Ab’Saber inicia discutindo as causas da existência de uma região semiárida em um continente de grandes e contínuas extensões de terras úmidas a partir de uma análise dos fatores climáticos e morfológicos, que contribuem para um déficit prolongado de precipitações com duração, em geral de seis a sete meses. Este caráter desigual das precipitações, que em média no Nordeste seco está entre 268 e 800 mm, fez com que o autor comparasse os índices de precipitações do semiárido nordestino com o domínio dos Cerrados, a Zona da Mata nordestina e a Amazônia, destacando as disparidades observadas. A partir de estudo desenvolvido por George Hargreave para a SUDENE, na década de 1970, baseado em critérios de evapotranspiração e duração dos períodos de deficiência hídrica, Ab’Saber fez uma leitura critica deste estudo e propôs modificações nos conceitos, utilizando as terminologias: 1. faixas semiáridas acentuadas ou subdesérticas; 2. faixas semiáridas ou semiáridas típicas; 3. faixas semiáridas modernas; 4. faixas de transição. Deste modo descreve e exemplifica cada faixa, destacando as principais características que as definem. Além de abordar os aspectos físicos que marcam a região semiárida analisa o cotidiano do sertanejo e de como a variabilidade climática afeta a estrutura socioeconômica da região diante da atividade agrícola e do processo migratório. Ao final faz um registro do processo de ocupação da região enfatizando os grupos indígenas, a importância dos “brejos” para a agricultura desde o período colonial com a introdução da cana-de-açúcar e, atualmente da bananicultura, bem como relata de forma sintética algumas ações governamentais e suas consequências no desenvolvimento da região e as mudanças ocasionadas na vida do homem do sertão.            No sétimo capitulo do livro “PLANALTOS DE ARAUCÁRIAS E PRADARIAS MISTAS” destaca as particularidades deste domínio, onde aborda a relativa perda de tropicalidade, principalmente em relação às temperaturas médias. Esta característica foi fator condicionante para a presença de um complexo vegetacional extratropical de araucárias, sub-bosques e um mosaico de bosquetes de pinhais. A singular originalidade ecológica torna este cenário, totalmente diferente da paisagem dos cerrados e das florestas de matas. A partir de estudos paleoclimáticos observou que entre 23 e 13 mil anos AP a paisagem dos planaltos subtropicais, dominados por pradarias, era constituída por um cenário de estepes, solos pedregosos e um clima semiárido frio. Além de relatar as feições geológicas e geomorfológicas existentes no Brasil Meridional utilizando-se de uma análise nos estados do Paraná e Santa Catarina de transectos leste-oeste e no Rio Grande do Sul no eixo de sul-norte, abordando os Planaltos paranaenses, as estruturas ruiniformes e a importância do Escudo Uruguaio-Sul-Rio-Grandense.             No oitavo capítulo da obra “O DOMÍNIO DOS CERRADOS” faz uma reflexão da importância de profissionais como o geógrafo, retornarem a regiões outrora estudadas e fazerem uma releitura das paisagens e espaços tanto observando os aspectos ecológicos quanto sociais. Com essa proposta Ab’Saber sugere uma reavaliação do domínio dos cerrados, analisando as transformações ocorridas na gênese das paisagens e dos espaços geoecológicos de uma região que está em constante modernização. Analisa os fatores ecológicos, hidrológicos, pedológicos, climáticos, morfológicos e fitogeográficos predominantes neste domínio, ressaltando como a combinação de fatos físicos, ecológicos e bióticos podem caracterizar a relativa homogeneidade do domínio dos cerrados. Destaca os conjuntos topográficos do Planalto Central, a rede de depressões interplanálticas e os enclaves de cerrados no domínio das caatingas. Ab’Saber alerta para a necessidade de conciliar desenvolvimento e proteção dos patrimônios genéticos, sugerindo três diretrizes básicas, bem como faz algumas propostas aos órgãos de gerenciamento do meio ambiente no Brasil na tentativa de conciliar o dilema entre desenvolvimento de técnicas de seleção dos espaços agricultáveis com a preservação natural dos cerrados e cerradões.               No nono capítulo “DOMÍNIOS DE NATUREZA E FAMÍLIAS DE ECOSSISTEMAS” é discutido os domínios de natureza do Brasil, ressaltando que em cada domínio a um tipo predominante de vegetação. Apesar da aparente homogeneidade são observados quadros de exceção formando mosaicos paisagísticos, sendo importante a escala de observação. Um conceito relatado é o de ecossistema introduzido por Tansley em 1935, que retratou a relação entre fatores bióticos e fatos físicos. Tal conceito possibilitou a evolução do pensamento na busca de estudos que melhor retratassem os espaços ecológicos. Salienta também a importância dos estudos desenvolvidos por George Bertrand em 1968 que procurou obter a partir de uma ótica geográfica, uma tipologia de espaços naturais com subdivisões escalares: geossistemas, geofácies e geótopo, sendo o geossistema mais aplicável. Ab’Saber faz uma abordagem sobre como os macrodomínios e como estes podem ser estudados perante uma escala regional com a combinação de atributos comuns. Desta forma, cada domínio morfoclimático e fitogeográfico (cerrados, caatingas, grandes domínios florestais, planalto das araucárias) são descritos com a análise das famílias de ecossistemas, tendo como base espacial os conceitos de espaços naturais de Bertrand.              A importância do livro, Os Domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas está na construção de uma obra que traz uma riqueza de conteúdo e detalhes sobre os aspectos físicos do território brasileiro. Retratados a partir da integração e contextualização da influência dos fatos geológicos, geomorfológicos, pedológicos, hidrológicos, climáticos, ecológicos e fitogeográficos na determinação dos complexos vegetacionais, aparentemente homogêneos, mas possuidores de enclaves com características diferenciadas. A obra é um subsídio aos planejadores e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento no sentido de compreender o grande mosaico paisagístico do Brasil.

Texto Completo: PDF 



Fonte:


Revista de Geografia (Recife), Vol. 29, No 1 (2012)

Anuário do Instituto de Geociências




Anuário do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro tem procurado ao longo dos últimos anos realizar a síntese da produção acadêmica da comunidade de geocientistas brasileiros. A diversidade de temas abordados reflete a própria natureza de nossa instituição, onde são desenvolvidas pesquisas em diferentes temas da Geografia, Geologia e Meteorologia. Trata-se de um conjunto único de pesquisadores, os quais têm estudos voltados para questões ambientais, antropológicas, geomorfológicas, geológicas, paleontológicas e meteorológicas, cobrindo todos os campos de atuação no âmbito das Ciências da Terra.

Revista Território





Território é uma publicação semestral do Laboratório de Gestão do Território da Universidade Federal do Rio de Janeiro destinada a divulgar a produção científica em Geografia Aplicada e Gestão do Território

Fundada em 1996, é uma das principais revistas brasileiras em Geografia. Sua orientação principal é contribuir para a análise das questões centrais da dinâmica espacial e da organização do território, sem perder de vista a importância da atuação dos geógrafos na busca de soluções para os problemas do desenvolvimento.

Artigos, comentários e resenhas são bem vindos e sua publicação está condicionada à aprovação por avaliadores indicados pelo Comitê Editorial.


Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisbo




O catálogo do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa (CEG) integra todas as publicações editadas pelo CEG.

A consulta pode ser efectuada por ano de edição (separador "Todas"), por autor (separador "Autores") e por colecção (separador "Colecções") ou pode optar por fazer uma pesquisa por palavra-chave (separador "Pesquisa").

As obras disponíveis para venda podem ser encomendadas online através do link "Encomendar", existente na respectiva ficha. As publicações são enviadas por correio, à cobrança, acrescendo ao valor apresentado os respectivos portes

Revista de Geografia, Meio Ambiente e Ensino



 A Revista GEOMAE foi criada pelo departamento de Geografia, da Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão, com intuito de publicar resultados de pesquisas e experiências realizadas nas áreas do conhecimento científico, que tenham relação com a Geografia, Meio Ambiente e Ensino. Para tanto, aceita trabalhos na forma de artigo completo, experiências pedagógicas, notas, resenhas e entrevistas.

Revista Sociedade & Natureza

A Revista SOCIEDADE & NATUREZA, sendo veículo de registro e divulgação científica, tem como objetivos: publicar trabalhos inéditos de revisão crítica sobre tema pertinente à Geografia e áreas afins ou resultado de pesquisa de natureza empírica, experimental ou conceitual; fomentar o intercâmbio de experiência em sua especialidade com outras Instituições, nacionais ou estrangeiras, que mantenham publicações congêneres; defender e respeitar os princípios do pluralismo de idéias filosóficas, políticas e científicas.

Revista de Ensino de Geografia


A Revista de Ensino de Geografia é uma publicação semestral, unicamente no formato eletrônico, do Laboratório de Ensino de Geografia do IG-UFU. Lançada em dezembro de 2010, tem como principal propósito a difusão de conhecimento e o debate em um espaço aberto para todos aqueles que se interessam, pensam e fazem o ensino da Geografia em diferentes contextos e circunstâncias, de todas as correntes teórico-metodológicas e linhas de pensamento. A Revista de Ensino de Geografia recebe em fluxo contínuo para avaliação e possível publicação trabalhos relacionados ao ensino e à aprendizagem de Geografia ou à educação geográfica em todos os níveis da escolarização formal e em espaços educativos não escolares, como resultados de pesquisas realizadas individualmente ou por grupos, estudos teóricos e bibliográficos, experiências educativas e práticas de sala de aula, monografias e trabalhos de conclusão de curso, projetos de ensino e extensão universitária, dissertações de mestrado, teses de doutorado. Além de artigos científicos, relatos de experiências e práticas, resenhas bibliográficas, notas e comunicações de interesse para seu público, eventualmente pode publicar também dossiês sobre temas específicos, entrevistas, transcrições e traduções